quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

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MÂE

                                                                     



M Ã E


Olho aquele rosto perdido no meio do nada. Alguem sem lembranças ,  sem futuro ?

     Seria a sua vida um eterno agora ? Ela abre a boca e me chama pelo nome do meu tio.

           Saberá ainda quem é ou o que foi ? A doença dissolveu - lhe as fantasias ? A mente virou 

             uma tabula rasa ? Varreu - se de vez o salão das suas memórias ? Pobre mãe ? Feliz mãe ?

                  Pelo sim pelo não , vertí no copo o cianureto.                                                                         


1 Comentário

Penélope

Mesmo diante dos mais horrendos fatos as mães são sempre felizes, ainda que dentro de suas tristeza...
Mães sõ sempre MÃES.
Fui até seu blog, mas vi que ainda não postou. Aguardo! Grata pela visita e impressões deixadas.