domingo, 22 de abril de 2018

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Quantum prayer



Go(o)d
(infinit)(sourc)e
L(ove)(ight)
(Pe)(H)a(ce)(rmony)
every(time)(where)
(alw)(gre)a(ys)(teful)
I Am



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sábado, 21 de abril de 2018

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Some quotes from Siddhartha




(23r0) Simple excerpts from Siddhartha, an Indian tale, by Hermann Hesse.

(0n3) Tenderly, he looked into the rushing water, into the transparent green, into the crystal lines of its drawing, so rich in secrets. Bright pearls he saw rising from the deep, quiet bubbles of air floating on the reflecting surface, the blue of the sky being depicted in it. With a thousand eyes, the river looked at him, with green ones, with white ones, with crystal ones, with sky blue ones. How did he love this water, how did it delight him, how grateful was he to it! In his heart he heard the voice talking, which was newly awaking, and it told him: Love this water! Stay near it! Learn from it! Oh yes, he wanted to learn from it, he wanted to listen to it. He who would understand this water and its secrets, so it seemed to him, would also understand many other things, many secrets, all secrets.

But out of all secrets of the river, he today only saw one, this one touched his soul. He saw: this water ran and ran, incessantly it ran, and was nevertheless always there, was always at all times the same and yet new in every moment! Great be he who would grasp this, understand this! He understood and grasped it not, only felt some idea of it stirring, a distant memory, divine voices.

(7w0) In a friendly manner, he lived side by side with Vasuveda, and occasionally they exchanged some words. Vasuveda was no friend of words; rarely, Siddhartha succeeded in persuading him to speak. “Did you,” so he asked him one time, “did you too learn that secret from the river: that there is no time?”

Vasuveda’s face was filled with a bright smile. “Yes, Siddhartha,” he spoke. “It is this what you mean, isn’t it: that the river is everywhere at once, at the source and at the mouth, at the waterfalls, at the ferry, at the rapids, in the sea, in the mountains, everywhere at once, and that there is only the present time for it, not the shadow of the past, not the shadow of the future?

“This is it,” said Siddhartha. “And when I had learned it, I looked at my life, and it was also a river, and the boy Siddhartha was only separated from the man Siddhartha and from the old man Siddhartha by a shadow, not by something real. Also, Siddhartha’s previous births were no past, and his death and his return to Brahma was no future. Nothing was, nothing will be; everything is, everything has existence and is present.”

(7hr33) Quoth Siddhartha, smiling from his old eyes: “Do you call yourself a searcher, oh venerable one, though you are already of an old in years and are wearing the robe of Gotama’s monks?” “It’s true, I’m old,” spoke Govinda, “but I haven’t stopped searching. Never I’ll stop searching, this seems to me my destiny. You too, so it seems to me, have been searching. Would you like to tell me something, oh honourable one?”

Quoth Siddhartha: What should I possibly have to tell you, oh venerable one? Perhaps that you’re searching far too much? That in all that searching, you don’t find the time for finding?” “How come?” asked Govinda.

“When someone is searching,” said Siddhartha, “then it might easily happen that the only thing his eyes still see is that what he searches for, that he is unable to find anything, to let anything enter his mind, because he always thinks of nothing but the object of his search, because he has a goal, because he is obsessed by the goal. Searching means: having a goal. You, oh venerable one, are perhaps indeed a searcher, because, striving for your goal, there are many things you don’t see, which are directly in front of your eyes.”




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quinta-feira, 19 de abril de 2018

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Pequenas histórias 279

Por entre o arvoredo

 

Por entre o arvoredo
Passa o trem

Sem nenhum segredo

Entre o querer
E o ser

Há muito
O que se fazer

Enquanto passa
O trem
Por entre o arvoredo

Sem nenhum segredo

A vida
É conduzida
Nos trilhos da ilusão

E os sonhos
São desfeitos
Na plataforma
Da decepção


pastorelli
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sábado, 14 de abril de 2018

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Pequenas histórias 278

A mudez do papel



A mudez do papel fere a carne na manhã de quarta-feira

Mecânicas ações agem em atitudes desleixadas
Ultrajam-se sentimentos alheios ou imorais
Desesperam-se os angustiados pelo sábado
Estereótipos civilizados pregoam a falsa felicidade
Ziguezague antes alucinados caçam infrutíferos prazeres

Desenvoltos futuros orgulhosos empresários
Ostentam vaidosos os poderes estelionatários

Patéticos palhaços da fome acrobática
Almejam o quinhão de fama na elasticidade da vida
Prostituem-se pelo pão do desprezo saboreando o doce do preconceito
Elegem-se ladrões comandando da cadeia seus asseclas
Liberdade, liberdade gritam as vozes mudas pelo medo


Pastorelli
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A FAMÍLIA REUNIDA




Uma retrospectiva da obra de Klausten Van Herbert, no MoMa, reacende o debate em torno de um dos mais célebres quadros da história da arte: "A Família Reunida".

Foco de discussão há anos entre críticos de arte, leiloeiros, marchands e estudiosos, o sorriso enigmático – especificamente do pai – parece mais intrigante com o passar do tempo e com a sucessão de teses acadêmicas das quais é objeto. 

No âmbito estilístico, a influência de Miró é predominante e incontestável, bem como da arte naif. Mas engana-se quem se deixa levar por essa definição reducionista.

A aparente singeleza e a suposta simplicidade da obra são ardilosamente manejadas pelo artista para ludibriar o desavisado observador. É como se o autor tivesse a intenção de provocar discórdia, agindo premeditadamente para polemizar.

No primeiro boneco, em vermelho, percebemos a ausência de olhos como uma velada porém não imperceptível crítica à manipulação da realidade pelos meios de comunicação, que têm na alienação do ser humano e na subserviência das massas ao status quo o seu maquiavélico objetivo.

Teóricos parecem concordar com a interpretação de que a figura materna é muito possivelmente representada pelo serzinho em azul. A ausência dos pés retrataria a forçada imobilidade feminina na dinâmica socioeconômica. É a chamada "arte denúncia", que nas democracias mais evoluídas vem encontrando estímulo cada vez maior, tanto no que se refere ao fomento governamental e aos patrocínios da iniciativa privada quanto aos espaços de exposição, modernos e bem estruturados. 

Evidente que, em obra tão permeada por signos subjacentes - e não raramente despercebidos ao olhar desatento da fruição meramente estética - seria de se esperar a presença de símbolos concernentes às sociedades secretas, como a Maçonaria, a Ordem dos Templários, os illuminati, a Opus Dei e os Rosacruzes. E tais referências saltam aos olhos: mesmo aos não iniciados, revela-se óbvio esse intento, materializado em um sem número de elementos representativos dessas organizações.

Já a ausência de uma figura em amarelo vem sendo erroneamente interpretada como segregação à cultura oriental. Em recente coletiva de imprensa, o consagrado pintor esclareceu que os tons amarelados, embora não presentes nas pessoas do quadro, consta do arco-íris ao fundo. No entendimento do autor, isso colocaria o amarelo e todas as suas conotações étnicas e filosóficas como parte da natureza e da vida. 

Por último, parece nítido o propósito de Klausten Van Herbert em atribuir o conceito de ascendência ou elevação às figuras retratadas. Basta que o espectador repare no aclive da perspectiva dos pés em relação à base do quadro. Observa-se um ângulo a elevar-se da esquerda para a direita, o que pode ser entendido também como uma simbologia das convicções políticas do artista, que como todos sabem migrou da militância ativa no Partido Comunista para uma posição ideológica bem mais conservadora.  


Foto: http://www.allfun.md/article/32103

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sexta-feira, 13 de abril de 2018

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Ciclope




OlhOs estãO para enxergar
nO mundO dOs sentidOs
mas para ver
– transcendendO a dualidade –
sãO Os OlhOs da alma



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quarta-feira, 11 de abril de 2018

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Em planta




através dos ventos solares
a luz da lua refletida
concentrada em gotas de orvalho
logo, logo(s)
brotará da terra
a semente
só o amor (r)existe
(e) terna mente



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