domingo, 9 de dezembro de 2018

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Pequenas histórias 305


Carrego na ponta

Carrego na ponta dos dedos
O desejo dos teus lábios quentes
Instigando-me a devorá-los

Carrego na ponta dos dedos
O desejo dos teus pelos
Envolvendo-me por inteiro

Carrego na ponta dos dedos
O desejo frenético da pélvis
Num vai e vem ritmado

Carrego na ponta dos dedos
O liquido quente escorrendo
Na modorra do banho solitário

Pastorelli
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ARQUIMEDES E ISAC - VERSÕES ESTÚPIDAS



ARQUIMEDES

Pressentindo uma certa catinga de sovaco – consequência de suas intermináveis andanças sob o sol ardente de Atenas, Arquimedes recolheu-se à sua casa para um banho relaxante, em sua banheira de mármore de Carrara.

Antes que estivesse submersa sua volumosa barba, a água morna já entornava pelas beiradas para ensopar o piso.

Então veio a iluminação, que depois virou princípio: “Todo corpo mergulhado num fluido, e cujo fluido transborda, é sinal que quem transborda na verdade é a gordura desse corpo, que precisa ser eliminada ou diminuída para que venha a caber no recipiente - seja ele bacia, banheira, ofurô ou mesmo piscinas, em casos extremos”. O princípio não se aplica se, e somente se, ao invés do corpo ser mergulhado em fluido, este mesmo fluido venha a recobrir o corpo previamente instalado no recipiente. Desta forma, observa-se que a água, conforme enche o recipiente, vai envolvendo o corpo sem risco de transbordamento, a menos que se esqueça a torneira aberta.

O agudo senso investigativo do matemático estabeleceu também que o fenômeno é rigorosamente o mesmo independente da temperatura da água, e se esta é ou não tratada com cloro e flúor ou contenha sais de banho.

Uma vez observada e comprovada na prática, a descoberta encheu o sábio grego de orgulho, que pôs -se a gritar “Eureka!” por toda Atenas e arredores. Tamanho foi o esforço e o consequente gasto calórico produzido pela corrida que Arquimedes pôde mais uma vez constatar a validade do seu achado, já que a banheira não derramou água após a perda de peso do banhista com a maratona comemorativa.






ISAC

A letargia pós-refeição, que começou com uma porçãozinha de azeitonas e terminou com um licor café, levou Newton à frondosa macieira. A queda de uma maçã em sua cabeça foi o estopim para o estalo genial: o despertador concebido para as sestas vespertinas. 

Havia, porém, um obstáculo sério a ser contornado. Nem sempre a maçã prestes a despencar estaria na direção da moleira do dorminhoco, o que comprometeria a eficácia do invento. Foi quando o engenhoso Isac imaginou um funil de zinco envolvendo toda a copa da árvore e desembocando na cabeça do indivíduo recostado ao tronco. 

Mas nem tudo estava resolvido, já que o despertador só funcionaria em época de maçãs maduras. Ou seja, o sujeito não conseguiria despertar nos períodos de entressafra da fruta. 

Dessa vez, o desafio foi maior que o talento de Isac. Morreu pensando em um jeito de resolver a questão a contento. 





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Imagem: http://www.phlab.com.br


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terça-feira, 4 de dezembro de 2018

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MOMENTOS no TEMPO



        
            As obras de arte ilustram nossos momentos no tempo através da linguagem, como na significativa representação dos gravadores de xilogravura, que vem a ser a técnica de gravação na pedra desenvolvida sem modismos. Carlos Martins escreveu que “o que tudo isso reflete, evidentemente, é uma concepção de arte que não se preocupa em andar na moda – e sim em encontrar e conquistar seu próprio espaço”. Na técnica da xilogravura, lembrando-me da arte como história, encontro os gravadores Lívio Abramo e Oswaldo Goeldi, que cultuaram a arte popular, assim considerada até os dias de hoje.
            Momentos no tempo revela que Lívio Abramo detectou semelhanças na xilogravura, como arte versátil com elementos técnicos, próprios e característicos. Ainda, disse que “a xilo é a arte da raiva”, porque os gravadores entalham com força na rigidez das linhas. Lívio também organizou o livro Pelo Sertão, de Afonso Arinos de Melo Franco, em 1946.
            Um lado curioso do tempo é que com a xilogravura foram reveladas as culturas populares, principalmente, a nordestina, pois, a partir de século XX, a referida técnica passou a ilustrar os folhetos de Cordel.
            Outro lado do tempo é lembrar o momento em que Mário de Andrade influenciou os xilogravadores a ilustrarem folhetos de Cordel, através do manifesto conduzido a uma geração de gravadores, onde a modernidade os ligou ao mundo quando a converteu em tema favorito, como arte popular. Para o cordelista Manoel Camilo dos Santos, “Lá não se vê mulher feia / e toda a moça é formosa / alva, rica e bem decente / fantasiada e cheirosa, / igual a um jardim / repleto de cravo e rosa”.
            Momentos no tempo são percebidos através das obras de arte, que trazem essa marca registrada em cada performance e talento, como cultura tipificada através da xilogravura brasileira, expressada no Cordel. Arte que trata de um mundo mágico em diferentes nuance, ao ser composta em harmônicas linhas, palavras e formas que representam imagens populares, com detalhes, no revelar as várias facetas do nosso Brasil.
            Essa mescla entre a gravura e a literatura chega até nós como cultura, e se destacam como arte, porque vai de encontro à realidade ao buscar retratar a si própria. O cordelista Leandro Gomes de Barros expressa, “O povo me chama grande / E como de fato eu sou / Nunca governo venceu-me / Nunca civil ganhou / Atrás da minha existência / Não foi um só que cansou”.

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segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

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Pequenas histórias 304

Ele, com as mãos




Ele, com as mãos dos olhos, contornaram a nudez da palavra seguindo letra por letra, até formar silabas que, por sua vez, deu forma a palavra. Sorriu. Não sabe por que, mas sorriu. Será que consegui escrever uma frase de efeito? Isso é literatura? Bom, o importante é que estou escrevendo seja lá o que for, estou colocando em símbolos gráficos pensamentos e ideias. Colocou ponto final. Afastou-se. Leu mais uma vez. Ah! Está bom, melhor é impossível. Quem quiser que escreva melhor. Fechou o Word, desligou o micro. Pegou a cerveja e foi se estirar a beira da piscina.
Ele, com a pele excitada, sentiu a cadeira quente nas coxas e nas costas.. O sol da tarde esparramava cintilante brilho sem ofuscar os olhos. Tomou três goles de cerveja estupidamente gelada. Coçou a virilha por cima do calção. Ah! Se ela estivesse aqui nesses contornos da tarde emoldurando nossos corpos, seria digno de uma pintura concreta abstrata, disse para si mesmo. Estirou as pernas. Coçou novamente a virilha e sentiu o ardor de lábios roçando-o.
Ele, com o corpo apático, deitou a cabeça no travesseiro e sorriu. Mais uma vez, enganou-se na solitária prosaica vida. Mais uma vez, o ácido da ausência lhe fez companhia. Sorriu. Virou o corpo, abraçou o travesseiro e mais uma vez, dormiu na paz apática de simplesmente existir.



Pastorelli
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sábado, 1 de dezembro de 2018

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ATROZ – JANDIRA ZANCHI

Ilustração: Sarah J.



a noite caminha
inteira
atroz
          e bela
como única

enviesada em todos os espaços tempos
esmerada de seus amores crus
                                  crucificados
apequenados apetites
sínteses e mergulho

feroz o vento

caliente das lentes de um deus
breve
           breviário
de asas.


JANDIRA ZANCHI

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LUA, MINGUANTE LUA




Um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a humanidade. Tinha instruções de Houston para falar pausadamente, com boa dicção.

Quanta xaropada chapa branca. Frase de efeito, só retórica para humilhar os russos. Mas vai amanhã mesmo para todos os jornais e enciclopédias. E eu vou assumir a autoria dessa imbecilidade. Terra, sua insignificante poeirinha cósmica, você parece ainda mais desprezível vista daqui de cima, sabia?

Posso até imaginar os bilhões de habitantes dessa bola azul flutuante, comemorando o feito das formas mais tolas possíveis. As champanhes que certamente estão ainda estourando na NASA, transbordando sobre os painéis de controle que podem entrar em curto a qualquer momento e me levar dessa pra melhor. 

E pipocam mais e mais as teorias da conspiração. Que a bandeira na lua não poderia estar tremulando pois aqui não venta, que a sombra que incide não sei onde não teria como estar batendo ali, etc, etc. Imagino daqui a uma semana o que já não terão inventado...

Estou cagando e andando, sendo que andar em território lunar é bem mais fácil, menos cansativo e menos perigoso que a outra atividade. Caminhar sem gravidade é uma delícia libertadora. Dar vazão ao número 2, uma aventura guiada por detalhadas instruções. 

Mas evitemos elucubrações escatológicas, que não é hora para isso. Não combina nada com o sentimento de orgulho americano. O fato é que perdi o sono depois da descida do módulo e dessa caminhadinha besta. O melhor da festa é esperar por ela, e no meu caso foram anos de espera, treinamento duro, sacrifícios familiares, centenas de milhões de dólares investidos pelo governo. Mas chegando aqui... cadê a emoção, o sentimento de conquista?

Não estou sentindo isso, não. O feito já não é novidade, mais algumas horas terrenas e todos os jornais do mundo, que estampam minha cara coberta pelo capacete, já estarão embrulhando taças de cristal em caminhões de mudança. 

Meus dois colegas dormem a sono solto, e nem por sonho julgariam possíveis essas minhas cogitações. Nesse instante, aprofundo a respiração, tento controlar os batimentos cardíacos e - quem diria - conto carneirinhos. Para ver se embalo e esqueço um pouco desse tédio insuportável. 



© Direitos Reservados


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sexta-feira, 30 de novembro de 2018

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OFICINA LITERÁRIA 13/11/2018

Fotografia Laura Xavier


Os textos abaixo foram criados na oficina literária que integrou as ações do grupo de TCA formado por Amanda Euclides, Gustavo Gomes, Laura Xavier, Geovana Rios, Julia Rocha e Kathleen Larissa, alunos do nono ano C da EMEF CEU Vila Curuçá. O mote da oficina foi a seguinte questão: Como você se sente no ambiente escolar?
A oficina contou com a colaboração dos professores Fabiana Zacarias e Fernando Rocha.

O DESESPERO QUE A MENTE CAUSOU

Fico pensando parada no meio do quarto, refletindo tudo o que já fiz, nada além de expectativas.
Ir à escola já não era legal, mas a partir do momento em que os problemas apareciam, minha única opção era sumir, sumir de tudo e de todos, sumir de mim.
Existiam problemas, me sentia sozinha e meus pensamentos? Ah! Isto era o pior, meus pensamentos me levavam a fazer coisas que nunca pensei fazer.
E mais um dia se passa, será normal, toda vez ao levantar, fico me perguntando o por quê de ser uma decepção? Por que não consigo orgulhar meus pais?
E lá estamos nós, novamente na escola, um lugar onde guardo os melhores sorrisos, os mais falsos, se posso dizer assim. Ando carregando os meus problemas familiares dentro de mim, isso me machuca, porque junto com isso vêm as decepções amorosas e pensa numa coisa chata que todo adolescente passa.
Sorrisos surgem e somem, tristeza vem e não quer sair, alguém tira isso de mim. Já não aguento mais. E mais um dia começava, mas hoje já acordei decidida, cortei os pulsos, logo em seguida, vi que de nada adiantou.

Girassol Anônimo



Laura Xavier

SEM TÍTULO 1

Aqui estou, em plena madrugada, bateram quatro horas. O que pensar? O que vou fazer? Vou deitar novamente, de repente algo me acorda, estou assustada. O que será que foi aquilo? Olho no relógio pendurado em uma das paredes do quarto. São seis horas, preciso ir para a escola, mas por que preciso ir para aquele lugar, onde ninguém se importa ou apenas finge ligar?
Escola, um lugar onde existem muitas pessoas, temos muitos amigos, na verdade colegas, o que pensar de cada um deles? O quão é importante minha presença e minha amizade no olhar de cada um?
Durante uma aula, a primeira do dia, estava totalmente presente e dedicado aos estudos, até certa confusão tomar conta da minha mente. O que acontecerá? Eu tinha passado a estar presente somente pelo meu corpo, pois minha alma estava em um lugar diferente, comecei a pensar talvez no que aconteceu.
Talvez, o sumiço repentino do meu irmão tinha algo a ver com meus pensamentos sombrios e assustadores, sabia naquele dia que poderia nunca mais vê-lo, doía tanto, então mal pedi para ir pra casa, quando minha mãe chegou para me buscar, simplesmente desabei em seus braços, o que eu faria agora, o que seria de meus pensamentos dali em diante, aquela noite não consegui pensar mais nada, além do que acontecerá durante o dia, apenas deitei em meu quarto, na minha cama onde parecia ser o lugar mais tranquilo e aconchegante para eu ficar, chorando e pensando sobre o que acabara de ocorrer será que um dia o verei novamente? Até quando isso vai durar? Será que conseguirei passar por tudo isso sozinha ou como meus pensamentos me pedem farei algo com que possa me arrepender!

Julia Leite Nono ano A


SEM TÍTULO 2

Desci do ônibus, depois de enfrentar um amontoado de gente. Entrei na escola e fui direto à minha sala, não estava satisfeito por mais um começo de dia de aula, eu estava nervoso por estar ali, ali eu estava apenas, sentado em uma cadeira esperando que o professor chegasse.
Os alunos entraram todos do seu jeito, uns com expressões que pareciam felizes, outros, nem tanto. Eu peguei um ônibus lotado, acordei cedo, andei até a escola, para a apenas naquela sala, naquela cadeira? Eu realmente cheguei ali com o intuito de algo? O intuito era estudar? Para eu ser inteligente e ter um futuro promissor? Talvez. Todas as coisas que passam pela minha cabeça, naquele momento, não era Matemática, Português ou qualquer outra matéria.
Passava pela minha cabeça o porquê aquela sala estava com alunos gritando, se batendo, se desrespeitando. O professor tinha passado lição na lousa, uns faziam, outros nem se importavam com a aula.
Mas a pergunta era: Eu aprendi algo sentado horas na cadeira? Eu me sentia mais inteligente? Por que o tempo não passara logo? Por que eu ficava cada vez com menos vontade de estar ali? O intervalo chegou e todos nós descemos para o pátio, alguns minutos sem sala, sem professores, sem estudar, mas... Tinha diferença?
Voltamos para a sala e ali continuou o estudo, letras números, cálculos, me estressaram, me fazia querer fugir dali o mais rápido possível e cada vez mais me entediaram. Finalmente o horário da saída chegou, finalmente ficaria sem alunos gritando, sem letras e números. Desci as escadas e fui embora... Mais inteligente? Menos? A pergunta era: Eu estava ali mesmo?

Luca Alves Gonçalvces Nono ano C

Laura Xavier

MÁSCARAS FORAM EXPOSTAS

Prezada escola, prezados professores, prezados alunos,
Sei que desde o começo, eu deveria ter comentado com alguém sobre tudo o que estava acontecendo, mas infelizmente não tive coragem e preferi vestir a “máscara feliz”. Foi assim que consegui passar despercebido por todos, ninguém notou as lágrimas e melancolia anotadas nos papéis amassados e jogados nas lixeiras da sala.
Eu não os culpo, pois mesmo que tivessem tempo para perguntar como estava o dia, ou se estava bem, colocaram suas máscaras no rosto, se viraram para o quadro negro e começaram a escrever.
Colegas, obrigada por tentarem, sei que não deve ser fácil, tirar um dia da sua vida para fazer alguém sorrir.
Saudade só daquele que jurou estar ao meu lado e um dia virou-se e partiu, deixando todos com o coração partido e uma lágrima no rosto. É possível que ela, a felicidade não exista para muitos, mas a verdade é, e daí quem liga? Se contarmos para alguém, a pessoa só iria vestir sua máscara de ajudante, aconselhar um médico que provavelmente iria colocar uma máscara em todos os problemas e cobri-los com um manto para que ninguém mais veja.

Anônimo

SEM TÍTULO 3

Tudo que envolve o ambiente pode ser tanto escondido quanto revelado facilmente, mas não podemos revelar e esconder facilmente aquilo que vem do coração é como uma primavera sem folhas caindo no chão.
Muita gente se perde com o que vem acontecendo em suas vidas, em suas cabeças que têm dificuldade em entender os outros à sua volta, de ouvir e apreciar coisas ao seu redor.
E com isso a tendência de muitas pessoas em um ambiente escolar é se isolar mentalmente, com seus inimigos interiores.
Uma vez, em qualquer dia como outro, um jovem rapaz estava quieto e isolado no canto de uma sala de aula, com cara de angustiado, isso porque no final de semana, ele pegou sua namorada te traindo. Enquanto ele olhava longe, arrasado, correu de volta para casa. E mais tarde naquele mesmo dia seu pai chegou extremamente bêbado, xingando a família de tudo quanto era nome, sua mãe então começou a discutir, e ele ouvia os gritos e sons de copos e pratos caindo no chão da cozinha, foi quando seu pai começou a desferir muitos socos e chutes em sua mãe.
Desesperado, sem saber o que fazer, o jovem rapaz pegou uma pequena faca no cozinha, correu e desferiu um golpe na perna do próprio pai e em seguida um chute na barriga. Em pânico com o que tinha acabado de fazer, o jovem correu para o seu quarto, se trancou lá dentro pelo resto da noite.
Seu pai saiu de casa no dia seguinte e ele pensando: Por que ainda tenho que ir para a escola? Assim ele passou dias, semanas, meses, preso em sua própria cabeça.

Anônimo

SEM TÍTULO 4

Lá está ele, como sempre no mesmo lugar, com a mesma expressão facial, seu semblante nunca está bom, parece com medo, com dor, tristeza ou raiva. Mas por que está lá naquele mesmo assento, se isolando de tudo e de todos, em um canto sem brilho, sem cor, sem uma forma de uma vida, como se quisesse não ser notado. Seu objetivo é não ser incomodado. Eu queria saber como é não ter com quem dividir suas grandes angústias? Sua agonia? Se ele tem problemas, quem sabe, será que minha ajuda mudaria tudo isso?
Estou farto de sempre o ver lá, tão só e... Espera o que estou dizendo? Como posso ter pena, não posso ajudar nem a mim mesmo, mas há uma solução, se ambos nos ajudássemos assim minha dor, minha solidão sumirá?
Minha dor domina meu corpo e não sei como agir ou como reagir, às vezes a ignorância está em primeiro lugar, mas devo considerar o sentimento das pessoas, não sou só eu que tenho problemas, eu tenho, mas ele também tem.
Sempre o criticam e o julgam, mas não o conhecem, nem o aceitam, mas eu vou muda-lo para melhor, um “Oi!” não vai matar ninguém, não preciso ter medo, porque olhar para mim mesmo e perceber meu problema não é ruim é uma nova chance, um novo começo.

Kaique Marques









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