quinta-feira, 6 de setembro de 2012

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SONETO DE LUIZ DA LUA - ®Lílian Maial

                                                                

As noites de Luiz não têm mais luz,
A luz se foi nas letras e na lente.
Luiz, que a poesia já traduz,
Seguiu essa candeia diferente.


 Sentou-se à luz da lua, que o seduz,
não pôde imaginar-se tão contente,
os lábios revelavam versos nus,
os olhos libertavam sua mente.


 Luiz, enfeitiçado de luar,
largou pra trás a vida e a escuridão
e foi pro mar na busca, enluarado.
 


A lua, sem saber como é o amar,
minguou de dor até tocar o chão,
cobriu Luiz c’o manto prateado.


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