sexta-feira, 1 de março de 2013

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ENQUANTO ESPERO

ENQUANTO ESPERO
Lílian Maial

 



O garçon já me conhece o copo
a mesa já me percebe a saudade
essa volta compulsiva ao local do crime...
Bandido!
Nunca voltaste.
Melhor assim.
Melhor nada,
dano-me!
... E, enquanto espero,
ouço o piano
chorando minha tristeza,
já que as lágrimas
[em cubos cristalizadas]
gelam meu uísque.
Toda semana teu lugar está guardado
até eu me convencer
de que tu não existes.

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4 comentários

Pablo Flora

Poema intimista dilacerante de bela tristeza, coisa de poeta rs. Parabéns! Abços

(A)tormentos Singulares

Lindo isso! Infelicidade poética.
Parabéns!
Abçs.

www.atormentossingulares.com

Jorge Xerxes

Lilian,

Belíssimo e Inspirado!

Meus Parabéns; Um Beijo,

Jorge

Sônia Pillon

A saudade é irmã gêmea da tristeza quando a espera é longa e incerta... Lindo!