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| Ilustração; Cruzeiro Seixas |
espumar como cristais de
degelo
amotinados frente ao
verso
ou ao versante
malefício/benefício
escrutinado no mosaico
(algumas vezes claro)
atuado e pontilhado como
motins no esquadrão de asteroides
a realidade, pasmem, é
múltipla caótica esdruxula e reflexo
das muitas provisões da
matéria energia filosofia entropia
(enfim a porcaria que se
queira)
mas, ainda que
imprevisível a olhos nus e nubentes, o mundo
das cenas e das águas e
das aves é tão simples como todos os entre muros
um oásis um frescor um rigor um debate e uma
inevitável consequência
da química aprendida (ou
não) dos fosseis acumulados no que parece o espaço/tempo
algum contravento? um
senhor ou uma senhora, uma penhora antes deste
inevitável congelar da
sopa cósmica?
JANDIRA ZANCHI


1 Comentário
Gracias!!!
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