A luz como último objetivo: dou a mão para acreditar que tudo acontece quando revelo minha personalidade, na existência de minha independência: exponho palavras sem medo.
Com a luminosidade
volto meu olhar para único caminho, da sinceridade e humildade. Questiono-me
como livrar-me do passado e narrar apenas o presente onde favelas não são cartões
postais? Torquato Neto reflete, “as luzes refletiam inconscientes / as
sombras de desgraças espalhadas”.
Digo da
tristeza e de meus desejos para apropriar-me das respostas e atravessar a luz
da esperança, pois, quando o Sol se põe, a sombra invade o meu espaço, como em Alcides
Buss, “... Transformam / imagens em
névoas / sob o frágil abrigo / dos olhos”.
Busco na
luz olhar além das sombras incessantes das palavras sobre meus sentimentos:
conservar os amigos é me abrir para o mundo; iluminar o caminho para não me sentir
sem voz e apática como estátua. Encontro no livro de Pedro Du Bois, A Luz Despossuída, que // Na luz ressurge / surge e desaparece //...
Sem alarde conta a história / como personagem / indelével // não há luz em seus
olhos”.

Seja o primeiro a comentar:
Postar um comentário