sábado, 22 de agosto de 2020

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RASURAS - JANDIRA ZANCHI

Ilustração: Raoul Ubac



o mundo escoa/rasuras inevitáveis
líquidos fétidos ou inodoros
lesos da complexidade
que deixa rastro (e faz astros)
astrolábios
astúcias
artifícios

nonsenses e enigmáticos
artimanhas sem manhas
pois sua configuração (parcial ou local)
só induziu até alguma margem da imagem
da profundidade
da veracidade
da falta de coragem

vertigens virtuosas ou inócuas
afinal, pseudo pensantes
seguimos néscios, ineptos, adeptos e juízes
dos tropeços e começos
findados ao pé de nossas sondagens.


JANDIRA ZANCHI


2 comentários

Pedro Du Bois

Parabéns pelo poema!
Abs.

Jandira Zanchi

Obrigada, amigo!