O abraço é a atitude que nos faz pensar que vale a pena viver e encarar os desafios diários.
O abraço nos dá coragem para bater as asas, sem limitações.
O abraço é o carinho que demonstra a
igualdade e concebe a semelhança.
O abraço é o espaço sem som e
imitação: a mão agradece e os olhos compartem os sentimentos.
O abraço é a dança sem o menor
desafio, em que as falas se escondem.
O abraço invade nossos sentidos com o
papel de nos embalar no tempo.
O abraço é a palavra que grita
certezas, por segundos, que dura a vida toda.
O abraço é o pulsante gesto que nos
leva ao deslumbramento nos atos cotidianos.
Encontro a canção de Márcio Barnes,
Paulo Diniz, Paulo Fonseca e Rogério de Oliveira, Dentro de Um Abraço, “O melhor lugar do mundo / É dentro de um abraço
//... Tudo o que a gente sofre / Num abraço se dissolve //... dentro de um abraço,
e / Tudo mais já está dito //... Tudo o que se espera ou sonha / Num abraço a
gente encontra...”.
No abraço encontramos consolo, amor, carinho,
respeito e, ainda, nele podemos reeditar o que a vida nos ensina.
Os acontecimentos recebidos de braços
abertos sempre trazem bons resultados. Gilberto Gil, cantor e compositor, na
canção Aquele Abraço (1969) expressa,
“Aquele abraço! / Todo o povo brasileiro
/ Aquele abraço!”.
Agora, confinada, sinto falta dos abraços dos
amigos. Tenho apenas as suas palavras resistindo horas inteiras de saudades.

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