quando
acordo
espanto-me
não
tenho mais
vinte
anos
tenho
sempre respostas
as
perguntas que não
sei
como responder
nas
minhas costas
cravaram-se
as raízes
do
meu futuro insólito
pregado
nos muros
pelos
furos do tempo
jorra
o sangue veneno
pelas
veias dos livros
que
ainda não li
não
quero a calma
quero
a tempestade
que
não inventei
quero
as dores
os
sacrifícios
os
delírios
que
me concretiza
todas
as manhãs
quando
acordo
e me
espanto
não
tenho mais
vinte anos

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