César Dias / Pastorelli
(diálogo entre cunhados)
Vermelho,
careca, rabugento, sensível, admito, mas não gosto de admitir.
Sou
tudo isso, mas não tenho gota, meu pé não incha, tenho mais cabelo, mesmo assim
sou teu irmão, amigo e companheiro.
Transo
sua irmã, em razão disso você tem quatro sobrinhos que você ama, não negue,
portanto sou seu cunhado preferido ou não?
Sim,
claro que é, meu cunhado de sangue, trabalhador, e uma coisa não nego, netos
ainda vou ter.
Netos,
netos, netos são netos, filhos dos nossos filhos, filhos que se eternizam nos
nossos filhos, você vai tê-los e muitos, lindos, poetas como o avô, e, lindos
como a sua filha, com uma “pitada” do pai, sonhador que é, como eu, parecendo
como uma nuvem.
Eternizando
nossas vidas no tempo, no espaço das memórias que não morrem.
Amém.

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