Após um ano de cuidar das minhas moças, como eu as chamava, Carlita faleceu. Durante todo esse ano, nenhuma vez apareceu alguém para lhe visitar. Ninguém. Ela me disse um dia, que já fazia dez anos que ela morava ali, e nesse tempo, nenhum filho, neto ou bisneto, vieram para lhe ver. Mas ali no silo isso era muito normal. A grande maioria dos internos não recebia visitas. Absolutamente esquecidos, largados aos cuidados de pessoas, que nem sempre eram gentis, ou tinham um mínimo de paciência.

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