A mínima distância
já é um desencontro.
(Vestia seu corpo
com as rendas da íris...)
Restam noites de dilatadas pupilas
a vasculhar indícios do derradeiro gozo.
No horizonte dos lençóis,
a sombra da silueta persiste.
Como persiste os miasmas
dos pés enlaçados.
Só miragem na depressão do leito.
E um em torno de sombras devassas.
Jorge Elias Neto
www.jeliasneto.blogspot.com
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
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Sombras devassas - Jorge Elias Neto
autor(a): Jorge Elias Neto
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