segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

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Sombras devassas - Jorge Elias Neto

A mínima distância
já é um desencontro.

(Vestia seu corpo
com as rendas da íris...)

Restam noites de dilatadas pupilas
a vasculhar indícios do derradeiro gozo.

No horizonte dos lençóis,
a sombra da silueta persiste.

Como persiste os miasmas
dos pés enlaçados.

Só miragem na depressão do leito.
E um em torno de sombras devassas.



Jorge Elias Neto
www.jeliasneto.blogspot.com

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