A que estava na cama, chamava-se Carlita, acenou para que me aproximasse. Sua voz era fraca, seu olhar muito triste.
Ela começou a falar:
− Estou com 90 anos. Muito fraca. Sei que vou morrer logo, assim espero. Afinal viver demais cansa.
Aproximei e arrumei os lençóis, dei-lhe um beijo na testa. Ela continuou:
− Obrigado! A outra moça não era gentil assim.
Falava com o cansaço dos anos nos lábios e nos olhos. Simpatizei logo com ela.

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