quarta-feira, 27 de julho de 2011

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Um resto de sol no desalento

Ocupo-me de uma febre
sem propósito.
Modos existem
de forjar os dias;
principiar universos;
rir-se do descomunal
segredo da vida ...
Mas não nessa noite gelada
em que persisto centelha.


Eis a última pele – a palavra –
que se desgarra inapta
a prosseguir
afirmando
o esplendor da verdade.

Jorge Elias Neto
http://www.jeliasneto.blogspot.com/

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