Estamos
vivendo como pião, rodando até cair; vivendo numa realidade sem empatia a se entranhar
naturalmente entre nós. Sofremos o déficit desta realidade na insegurança por
não sabermos rodopiar sem cair. Estamos sem respostas!!
São tantas as (des)informações
sobre a pandemia e o confinamento, que estão causando grandes confusões. Encontro com Ernesto Pedro Zanette, “Não tenho assistido noticiário de TV...
quem não vê fica desinformado, quem vê fica mal informado.”.
Da maneira como conduzidos, somos
os piões que caem sem proteção, por vivermos com contraditórias notícias sobre a pandemia.
Temos o direito de saber das
medidas governamentais e as precauções sobre os infectados, bem como o número
correto de internações e mortes. Nossa perspectiva precisa das metas diárias,
que nos auxiliam a suportar o confinamento.
Nossa vida é regulada pelos
hábitos; por isso, usamos a força de vontade para suportar a situação e não
rodopiar até cair e morrer.
Nosso ponto de equilíbrio
sofre com a ausência de controle por conta dos governantes: enquanto nos
esforçamos para rodar, as autoridades rodam por caminhos obscuros,
interesseiros e indistintos ao tentar transformar a crise, um dos períodos mais
difíceis do país, em lucro privado. É inaceitável não se preocuparem apenas com
a ação do perigoso vírus que nos leva à morte.
Então, buscamos dentro de
nós a assertividade e o bom senso para encarar a situação e amenizar o
confinamento e a sobrecarga das notícias ruins. O poder nos vê como problema,
enquanto apenas buscamos soluções para retornar
ao nosso bem estar.

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