É
tempo de mostrar excelência e deixar nascer a liberdade para agir e fazer novas
escolhas, o que pode me levar a nova etapa na vida ao deixar de lado o medo e o
preconceito.
Li
que “a ação vivifica, mas limita”. Isto
é, tenho condição de sentir o que faço no desafiar o medo existente entre os
perdedores. A esperança adia o fracasso, que considero a contingência do
nada. Acredito na vida e tento não crer
no medo e nem duvidar das minhas certezas. Lúcio Costa escreveu que mesmo “Quando tudo muda para ti, a natureza é a
mesma e o mesmo sol se levanta sobre teus dias”.
Não posso deixar de fazer o que
gosto, mas, tenho consciência da ação e reação: se está tudo bem, ninguém
critica e julga. Se a coisa vai mal, tudo muda. Por isso, preciso continuar a
fazer o melhor para levar adiante a minha nova escolha. Mesmo que os
conservadores, ditos donos da razão, não tenham coragem para assumir suas
posturas no reconhecer e perceber a responsabilidade e a repercussão da minha nova
escolha. Nas palavras de Pedro Bandeira, “Lá
na rua que passava / tinha uma livraria / bem do lado da farmácia. / Todo mundo
ia a farmácia / comprar frascos de saúde. / E depois ia ao lado / para comprar
a liberdade”.
O
mundo está voltado para eu fazer o caminho no reencontrar o melhor e, assim, enfrentar
a hipocrisia e levar em conta a realidade como época de mudanças sociais. Com
sensibilidade, vejo a dimensão da ação refletida em cada opção que dá
continuidade à liberdade. Como em Carmen Presotto, “novos rumos / instante / rotas / recordações // Um único beijo / é o
que busco da / firme Terra”.
Busco
na liberdade de escolha entender e dialogar com a vida. Também para me arriscar
e não ter medo do contato com o mundo, ao trabalhar para conscientizar as
pessoas de que podem escolher como viver e modificar cada projeto escolhido. Dessa
ação resulta detectar e avaliar cada opção, marcada pelos efeitos da ação
percebida através da conquista.
Saber
combinar o sucesso sem medo das barreiras invisíveis, no desafio de falar sobre
o novo assunto, é me colocar em pauta para discutir abertamente o que de melhor
posso fazer no momento da escolha. W.J.Solha reflete, “... pode-se dizer que a tropa de flores, / de anônimas Olga, camélia e
margarida, Hortência, rosa, magnólia, violeta e / dália, / exige um só
jardineiro...”
Ouso
escolher e realizar no optar por não sentir falta do outro lado. Quero viver num mundo em que os filhos possam
exercer suas opiniões: sim e não, pois, é importante questionar antes de julgar
e definir e, ao se denunciarem, poderei perguntar: se agirem assim e assado, como serão considerados?
Acredito
que tal tipo de reflexão e comportamento faça a diferença e, ainda, leve a
assumir as novas escolhas para chegar à realização. Em igual proporção há um
tempo flexível para que eu reconheça o que os desafios podem me desvelar o que
de melhor existe para avançar na vida: novas escolhas, como a que aqui
transcrevo, “Não quero saber como as
coisas se comportam. / Quero inventar comportamento para as coisas”.

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