“Assim, se
escrevo, tenho a impressão de viver em dobro”.
(Thomaz Albornoz Neves)
Ler, antes de qualquer coisa, é vida. A hora
mágica em que o tempo para e as palavras poéticas qualificam o resultado, que muito
diz sobre o escritor.
É o caso do livro, A Espera De Um Igual, de Thomaz Albornoz Neves, artista e artesão
que faz das palavras seu ponto de encontro com o tempo, na poesia que traduz as
suas andanças pelo planeta, descritas em ritmo alegre e triste pela busca do
equilíbrio no (seus) viver.
Folheias / Tudo já foi dito / Vero /
Mas a ti cumpre escrever o que vives // E, ao fazê-lo, / a palavra torna tua
vida / um resíduo estranho ao texto // Vives as palavras / como se fosses
pensando por elas”.
O livro referencia a sua obra de 1985 a 2018 -
Renée, O Sono, Sol Sem Imagem, Exílio,
Versos Para Poemas Não Escritor e Capuz Do Olhar, compondo seu conjunto literário
na descoberta dos sentidos e sentimentos, revelando segredos e símbolos que
representam na soma dos fragmentos o seu tempo profundo que nos permite perder
a noção da hora, por deleite.
Thomaz almeja o tempo através de suas
considerações, transmitidas em nuances literárias na descrição poética das
várias épocas do seu viver.
“Penso com imagens / A paisagem / é
mais real que o pensamento // Já não verei no escuro / Vivo em paz / com o que
não compreendo // O ar que respiro traz o céu / através da ventania / Basta o
assovio por entendimento”.
Seu livro
A Espera De Um Igual é a alma do tempo,
sempre com possibilidades experimentais, em que o seu texto traduz a nossa
riqueza vivencial.

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