Quantas
vezes o Natal nos inspira e nos une em sorrisos, brilhos e perfumes, que nos
envolvem com amor ao compartilharmos a alegria de seus significados. O abraço
pela passagem da data e o reencontro com quem convivemos; vontade para dizer
aquilo que não temos tempo no cotidiano; a brincadeira do amigo secreto:
verdades com dicas em que sobressai o nosso melhor. Nas palavras de Apparício
Silva Rillo, “Eis que é dezembro,
Ernesto! // Ontem, / Natal: a breve ceia, /o naco de pão doce, / a oração de
graças recitada / e a lembrança – cálido brinquedo...”.
Buscamos
o equilíbrio que precisamos, para seguir admirando as cores ao saber como
misturar os tons natalinos que se apresenta, por vezes triste e, em outros
momentos emocionante. É com força de vontade que percebemos os percalços na
comemoração e descobrimos a vida como retrata Pedro Du Bois, “As luzes que se vão / acendendo na cidade
para / o Natal não podem / substituir a luz do amor / que deve iluminar o nosso
relacionamento”.
O espírito natalino
nos leva a revelar o que de bom temos, quando comparados aos arranjos de cores
vibrantes, dourados e prateados, dando brilho à companhia e valor ao carinho;
quando cogitamos conviver com nossas conquistas na inspiração e diversidade de
misturar os desejos ao nos reencontrar para celebrar a vida. Para Elita Treviso, “Fazei-nos compreender / A cor e o sabor das palavras / Largadas ao
vento...”.
Por que precisamos
nos ancorar em datas para confraternizar o amor? Presenteamos um ao outro
somente, para nos lembrar dos laços? Pedro Du Bois revela, “Diante das caixas de presentes / seu sorriso encantador. // Sobre suas
mãos / minhas mãos. // É Natal / não estamos sós”.
Os dias passam e o
tempo é curto quando se apresentam as tarefas diárias. Mas, não podemos
esquecer que todo dia é dia de poesia; que o espírito natalino vale para todo o
ano e que a vida deve ser comemorada com a vida.

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