Na diversidade encontro a intolerância usada para cercear os valores culturais. É incrível como algo qualquer pode ser modificado radicalmente pelo olhar do intolerável. Verdade ou mentira? Para Márcio Almeida, “Não há escolha nesta troca de mentira, / a pressa corre e dá de cara com o perigo, / ninguém sabe se o que mata é fome ou tira, / se o que morre será mesmo inimigo?”.
Neste sentido, a intolerância se torna vigorosa,
quando expõe as crises de identidade da sociedade e a extensa história de
instabilidade emocional: verdade ou mentira? Márcio Almeida indaga, “De que é essa voz irritante que não
identifica, / de antemão, suas câmaras de eco?”.
Penso que a razão e a sensibilidade possam
contestar os intoleráveis, através das variadas expressões literárias e livre discussão,
como condição para avaliarmos o mundo político, social e econômico, para
trazermos a tolerância à nossa realidade. Verdade ou Mentira?
Sinto-me enfeitiçada para virar o jogo
e fazer com que os intoleráveis enxerguem a verdade além das suas parcas,
pobres e redundantes versões. Carlos Pessoa Rosa reflete, “ao poema / ofereço a podridão da elite / quem sabe / depois de longa
depuração estática / possa – o poeta - / transformá-la em algo ético”.

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