sexta-feira, 19 de março de 2010

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O Adeus - Belvedere Bruno

Belvedere Bruno.

Então, disse adeus abruptamente, sem proferir palavras. Havia brechas que já a incomodavam naquele relacionamento. Optou pelo silêncio, para evitar estresses. Assim, também dava um término àquelas viciantes odisséias intelectuais. Nada mais a dissertar sobre contos de Mia, Agualusa, Katherine, Hemingway, porém já sentia a saudade se antecipando. As tais contradições que fazem parte da vida. Fechou o ciclo, parando, também, com seus cantos de paixão .
Observou que, apesar de tudo, os livros mostravam indiferença a seu momento. Teve ímpetos de atirá-los pela janela, mas refletiu, conformando-se , já que eram feitos de papel. Tinham apenas a alma dos livros, diferente daquela alma, que sempre parecera especial em sua vida, e que agora só refletia frieza . Era como se nunca houvesse existido um laço, um traço que fosse, de envolvimento.
O vento balança as cortinas do quarto e parece cantar. O som chega, trazendo uma tristeza ancestral. Chorando , sente que não conseguirá trancar as portas para a saudade, que se aproxima, insistente, a despeito de sua decisão e do epílogo que deu à história.


Imagem: Nicole Helbig

9 comentários

Belvedere

Adorei ailustração, Que capricho!
Parabéns.
Bjs
Belvedere

Anônimo

Muito bom Bel!

Adoro este teu jeito de escrever.

Naldo

NALDOVELHO E A DANÇA DO TEMPO

Adoro este teu jeito de escrever.

Naldo

Anônimo

Muito bom, parabéns. Abraço e sucesso.

Belvedere

Gosto dos seus textos, sempre bem enxutos...Parabéns!
Joao Sobrinho

Belvedere

João M. Sobrinho, meu marido. rsssssssss

Anônimo

JOão M. Sobrinho é meu marido, daí estar o Belvedere acima.
Bjs

Anônimo

È, demorei a aprender a desistir, mesmo transido de paixão, beijão. Bel.

deluna

Eu também adoro o seu modo de escrever e a ilustração caiu como uma luva...
parabéns...!!!