quarta-feira, 9 de junho de 2010

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Tânia Du Bois - AO INSTANTE... (desejar ou sonhar)






“O tempo / Rápido / Devagar, / Relativo. //

Os dias vagarosos de / anos que passam depressa. //

Tudo que foi. / Fui. / O que deveria ter feito: / Não fiz”.


(Marina Du Bois)




Como nos sentimos quando tentamos definir um objetivo maior para o futuro?
É preciso desejar ou sonhar? Ambos alimentam a esperança, fortificam a necessidade de nos mantermos vivos. Inspiram-nos a construir o mundo que queremos.
Passamos a maior parte do tempo sentindo e pensando o que queremos, se iremos gostar, e lembrando que aquele momento sagrado não se transforma em ritual, como queremos. O próprio acaba desenhando o perfil específico para cada espaço. A boa notícia é saber o que você procura, satisfazendo os mais diferentes estados de espírito, sem abrir mão da competência e da qualidade.
É um estado de espírito, compreender a poética que se estabelece em sua vida, pura expressão dos seus sentimentos.
A primeira coisa a saber é qual será o próximo passo... E que fazemos qualquer coisa por um sorriso; pela cultura, para enriquecer os sentidos, porque sempre há algo diferente acontecendo, novas experiências que enriquecem a vida. E o prazer da descoberta que é marcado pela diversidade e pelo sentido de inovação.
Mediar as conversas com o poeta é também obter de modo solto e leve o estilo original, abordando as várias influências recebidas e a síntese de uma vida que se faz obra: “os dias vagarosos de / anos que passam depressa...”.
Sentir. Sentimento. Ter a sensibilidade de sentir a vida passar, de ouvir o relógio bater, de ousar do tempo, de ler Mia Couto, de compreender e amar as crianças, enfim, rever “O que deveria ter feito: Não fiz”, dar tempo ao tempo e hora ao instante... Desejar ou sonhar?




Imagem: Sarah Cothren





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