segunda-feira, 22 de agosto de 2011

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TALVEZ... soneto de Adelina Velho da Palma















TALVEZ


Talvez não me queiras entristecer
evocando-me os nossos tempos idos
sugerindo-me quadros tão queridos
que sei impossíveis de reviver...

Talvez me pretendas enternecer
ou apenas usar os meus sentidos
através de mim ver os coloridos
e do escutar do som ter o prazer...

Talvez na tua imaterialidade
também tu padeças de saudade
e desejes estar perto de mim...

E eu, pressentindo a tua presença,
fique presa de nostalgia imensa
e saiba que a morte não é o fim...



Adelina Velho da Palma
adelina palma.com

2 comentários

Malu

Sim, um poema a descrever as dicotomias nas formas de se amar...
Enquanto um dos seres pretende uma coisa, talvez o outro esteja a desejar o sentido contrário e ambos julgam estar sentindo e amando da forma certa,pois o amor é incerto e diferente quando dentro do coração daquele que ama.
Lindo soneto - este som pequeno que me fez dançar.
Abraços

aproveitando o momento e usando minha pretensão que deveria se conter, gostaria de saber como faço para ter publicado meus escritos aqui?
Se não perguntar, nunca irei saber... rsrsrsrs

Editorial

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